Yo adivino el parpadeo de las luces que a lo lejos van marcando mi retorno son las mismas que alumbraron con sus pálidos reflejos hondas horas de dolor Y aunque no quise el regreso siempre se vuelve al primer amor la vieja calle donde el eco dijo "tuya es su vida, tuyo es su querer" bajo el burlón mirar de las estrellas que con indiferenciahoy me ven volver Volver...con la frente marchita las nieves del tiempo platearon mi sien sentir...que es un soplo la vida que veinte años no es nadaque febril la mirada errante en la sombrate busca y te nombra vivir...con el alma aferrada a un dulce recuerdo que lloro otra vez Tengo miedo del encuentro con el pasado que vuelve a enfrentarse con mi vida... Tengo miedo de las noches que pobladas de recuerdos encadenan mi soñar... Pero el viajero que huye tarde o temprano detiene su andar... Y aunque el olvido, que todo destruye haya matado mi vieja ilusión guardo escondida una esperanza humilde que es toda la fortuna de mi corazón. Volver...
Mas, se o lugar escolhido não for mágico, não tem mandinga que faça a viagem se tornar inesquecível!
Mágico, é assim que eu defino o Rio de Janeiro. Da primeira vez que fui lá eu era um bebê de um ano de idade, então não conta. Agora, na travessia dos 25 aos 26, voltei lá, por conta e pernas próprias e só assim pude sentir o quão aconchegante é essa cidade, como é receptivo o carioca, como dá vontade de não voltar, de "comer" o Pão de Açúcar, de abraçar o Cristo, de urrar no Morro da Urca... Passei um aniversário agradabilíssimo, almoçando no popular e agradável Amaralinho, da Cinelândia, e jantando na refinada La Fiorentina, no Leme. Devo esse dia tão agradável a Markito e Débora, que fizeram memoráveis tanto esse dia em específico como a viagem em si. Mas, repito, a cidade tem também uma grande parcela de "culpa" nisso! Diria que a maior culpa é dela.
Bem, e, como bom turista, visitei lugares famosos, como o Corcovado, as praias de Copacabana (onde fiquei hospedado), Ipanema, Leblon, Leme, o centro da cidade e seus monumentos e edifícios públicos, a cidade histórica de Petrópolis, onde reencontramos nossa amiga Rafaela. Sem falar que fizemos aquilo que executamos com mais propiedade: turismo gastronômico. Ai, ai, meu peso voltou a se tornar irritante!!
E pra musicalizar esse post, confesso que sempre ouvi o "Samba do Avião", uma ode que Tom Jobim escreveu ao Rio, sem entender muito o por que de tanto amor a essa terra. Agora, mesmo com o olhar de um mero turista, que só ficou uma semana nessas paragens, eu compreendo um pouquinho desse Samba.
Beijos e abraços a todos! Aliás, como diz o Gil, falando do Rio, "Aquele abraço"!
Confesso, acordei achando tudo indiferente Verdade, acabei sentindo cada dia igual Quem sabe isso passa sendo eu tão inconstante
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Se na vida eu apanho Outras vezes eu bato Mas trago a minha blusa aberta e uma rosa em botão
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Olho a cidade ao redor E nada me interessa Eu finjo ter calma A solidão me apressa
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Olho a cidade ao redor Eu nunca volto atrás Já não escondo a pressa Já me escondi demais
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Já sei olhar o rio por onde a vida passa Sem me precipitar e nem perder a hora Escuto no silêncio que há em mim e basta Outro tempo começou pra mim agora
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É... mas tenho ainda muita coisa pra arrumar Promessas que me fiz e que ainda não cumpri Palavras me aguardam o tempo exato pra falar Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir
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Eu quero sair de manhã Eu quero seguir a estrela Eu quero sentir o vento pela pele Um pensamento me fará Uma louca tempestade... Eu quero ser uma tarde gris Quero que a chuva corra sobre o rio O rio que por ruas corre em mim As águas que me querem levar tão longe
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E saiba que forte eu sei chegar Mesmo se eu perder o rumo E saiba que forte eu sei chegar Se for preciso eu sumo
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Eu que não sei quase nada do mar Descobri que não sei nada de mim
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Crescer, sumir, partir, chegar Revirar e se descobrir Se elaborar, se transformar...
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Quando eu vou parar pra ser feliz? Que hora? Se não dá tempo Se eu não me encontro Nos lugares onde eu ando Nem me conheço Viro o avesso de mim
(...)
Uma rua atravessada em meu caminho Nos meus olhos Mil faróis Preciso aprender a andar sozinho Pra ouvir minha própria voz Quem sabe assim Eu paro pra pensar em mim? Quem sabe assim Eu paro pra pensar em mim?
- Mas você não pode ser feliz, vivendo assim, sem planos..
- E quem disse que não sou feliz? Eu sou!!
Esse diálogo, parte de uma cena do Filme Simplemente Feliz (Happy-go-lucky, Inglaterra, 2008), que assisti essa semana e que me rendeu uma vontade danada de postar algo que contrariasse as "regras" deste blog.
O filme conta a história de Poppy (Sally Hawkins), uma linda e alegre professora primária, que sempre se veste com roupas coloridas e tenta ver a vida pelo lado positivo. Isto faz com que ela seja em vários momentos, na visão dos outros, irresponsável, por levar na brincadeira situações ditas sérias. Algumas das pessoas que a vêem deste modo é Scott (Eddie Marsan), seu professor da auto-escola, que não suporta os desvios de atenção que ela tem na direção, e sua irmã Helen (Carolina Martin), com quem travou o diálogo acima transcrito.
Saí da sala de cinema com a certeza de que: 1. devemos sempre tentar ver o lado positivo das coisas, mesmo que elas nos machuquem, irritem ou estressem; 2. a nossa alegria sempre vai incomodar alguém! Esse segundo aspecto é o que mais me chamou a atenção, pois a alegria e o bom humor de Poppy irritava alguns; seu estilo de vida não era aceito por todos (solteira aos 30 anos, morando com uma amiga, sem grandes planos pro futuro, vivendo cada dia de uma vez).
Confesso: quero ser a Poppy quando crescer. Vou acabar irritando alguém, seu sei, mas cada um tem seu projeto de felicidade e o meu está bem distante do tacanho padrão ocidental-judaico-cristão-burgo-liberal. Como bem diz Almir Sater (é, eu não consigo deixar de citar uma canção) "cada um de nós compõe a sua história e cada um, em si, carrega o dom de ser capaz de ser feliz!
Ah, escrevendo esse texto, me lembrei de uma música, que gosto muito, cantada pela Elba Ramalho. O título diz tudo: Felicidade Urgente.
Esse post complementa o anterior... Essa música, um verdadeiro acalanto num momento de turbulência, me foi apresentada (mais uma) pela minha amiga Adi, em mais uma de nossas conversas musicais. Na ocasião, ela me apresentou duas verões, uma do R.E.M. e outra do The Coors. Nada contra a primeira banda, mas a versão do The Corrs "matou a pau"!
Everybody Hurts
When your day is long And the night - the night is yours alone When you're sure you've had enough of this life Hang on
Don't let yourself go 'cause everybody cries and everybody hurts, sometimes
Sometimes everything is wrong Now it's time to sing along When your day is night alone (hold on, hold on) If you feel like letting go (hold on) If you think you've had too much of this life To hang on
'Cause everybody hurts Take comfort in your friends Everybody hurts Don't throw your hand, oh no Don't throw your hand If you feel like you're alone no, no, no, you're not alone
If you're on your own in this life The days and nights are long When you think you've had too much of this life, to hang on
Well, everybody hurts sometimes, everybody cries And everybody hurts, sometimes But everybody hurts, sometimes So hold on, hold on, hold on, hold on, hold on, hold on, hold on, hold on